A mãe do Padre Fábio de Melo, a dona Ana Maria de Melo de 83 anos, morreu de Covid-19. Ana estava internada desde o dia 15 de março com a doença.  O próprio religioso, anunciou a partida da mãe na tarde deste sábado, 27, e fez um post emocionante em suas redes sociais. 

“Minha mãe partiu hoje. Logo cedo, como quem tem pressa de viver a eternidade. A mim resta a dor térrea, o ferimento que rasga o corpo e a alma. Ela me deu a vida num Sábado de Ramos, como hoje. Nossa simbiose reuniu as regras do nascer e do morrer”, iniciou Fábio ao postar um vídeo onde aparece cantando para Dona Ana. Muita força pro padre! Que tristeza! 


Confira o texto de homenagem abaixo: 

“Minha mãe partiu hoje. Logo cedo, como quem tem pressa de viver a eternidade. A mim resta a dor térrea, o ferimento que rasga o corpo e a alma. Ela me deu a vida num Sábado de Ramos, como hoje. Nossa simbiose reuniu as regras do nascer e do morrer. Obrigado, minha dona Ana! Só Deus e nós sabemos o quanto fomos um do outro. 

Uma pertença que me fez sofrer, sorrir, amar, aprender, conjugar todos os verbos que tornaram válida a aventura de nossa existência. Seguirei hospedando sua memória, levando tudo o que couber dentro de mim. 

Um dia, quando eu estava em Fátima, Portugal, eu liguei para a senhora e disse: “mãe, eu estou em Fátima!” A senhora imediatamente me disse: “Então, quando você estiver diante de Nossa Senhora, diga que eu mandei um beijo pra ela. Fala que é a Ana Maria, ela sabe quem é...” 

Sim, minha mãe, meu pedaço de mim. Na eternidade, onde a pureza e a bondade prevalecem, todos sabem quem a senhora é. Leve de mim tudo o que quiser, tudo o que puder. O dia mais temido chegou. 

O dia de continuar neste mundo tão empobrecido, sem o precioso simbólico da filiação, sabendo que você não estará mais por aqui. Guarde meu coração com o seu. 

Até o dia que Deus voltar a me permitir deitar a cabeça no seu colo, enquanto você faz carinho nos meus cabelos, me chamando de Fabinho. 

Obrigado a todos vocês que rezaram, obrigado pelo amor com que vocês sempre nos trataram”.